sábado, 5 de setembro de 2009

Nº. 30


DIVULGANDO POETAS DEL MUNDO"
http://delasnievedaspetdivulgapoetasdelmundo.blogspot.com/
CADASTREM-SE!


DIVULGANDO - nº 30
LEIAM!!
Manifesto Universal dos Poetas Del Mundo

***
Mandem seus poemas/escritos para o email da owner:
PoetasdelMundo_Brasil-owner@yahoogrupos.com.br
brppoetasdelmundobrasil@gmail.com
NÃO ESQUEÇA DE COLOCAR O LINK DE TUA PÁGINA EM POETAS DEL MUNDO
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Independência e Vida!

A não dependência
Caminhar com as próprias pernas
Sair da simples sobrevivência
Fazer com ousadia suas conquistas eternas

Se libertar da ignorância
Aprender com sua própria ciência
Preparar com sabedoria sua infância
Cimentar sua história com amor e paciência

Caminhar passo a passo para perfeição
Desafiar os desafios para crescer
Saber que tudo se consegue com união
Que além de querer ter, melhor é querer ser.

A grandeza do homem é que constrói o seu povo
Qualidades, disciplina e retidão.
Nem que tenha que começar tudo de novo
O bem estar de todos é a sua missão

Governar com justiça e transparência
Espalhar pela nação o sentimento de igualdade
Gerar a escola da competência
Ser exemplo de ética e lealdade

Cabe a nós que pisamos neste chão
Acreditar no milagre do transformar
Participar com o nosso quinhão
Para a rica colheita conquistar

Cuidar da vida jovem deste país
Investir neste humano potencial
Ajudar mais do que ser juiz
Dar valores para formar o adulto ideal

No 7 de Setembro independente
Debaixo deste céu de azul anil
Vamos ser todos a mais pura semente
Da liberdade e solidariedade, neste imenso Brasil.

Sergio Antonio Meneghetti 21/08/2005

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"Dedico este poema às dores caladas do meio ambiente..."

FIM DA VIDA

Que veredas são essas,
onde as árvores se cortam num abalo brusco,
onde a chuva se nega a matar minha sede
e o sol desistiu de enxugar meu pranto?

Que veredas são essas,
onde o ar esfria e esquenta e gela e morre,
onde meu rosto se desfaz em estrume
e a crueldade se apossa de mim contra mim?

Que veredas são essas,
onde a Terra se vai e se esvai em tristeza,
onde a flora despida se aninha de medo
nos braços da fauna estribada no horror?

Que veredas são essas?
Há caminhos de fim nessas eras e matas!
Que desastres são esses?
Há maldade sem grito e agonia no ar!

Se me nego eu e te negas tu a obrar,
o extermínio vem e nos cala, em silêncio...

Sílvia Mota.
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AMOR DE PERDIÇÃO

Em teus olhos há tanta lucidez
E perdição.
Fixá-los não me atreveria,
Pois bem sei a ti me entregaria.
Não quero me perder neste néon
ilusório
Quero muito mais
Que um banho de luz.

Anseio pela chama
Acesa que ultrapassa o
Desejo, por isso
Odeio-te.
E te quero além das minhas
Forças e este querer nada detém.

Creio-me louca em camisa de força,
Por privar-me do prazer.
E te odeio...Até que voltes
Com teus beijos e este
Insuportável enleio!

Tania Mara Camargo
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Podem pensar o que quiser
Mas o mercado de trabalho tem e deve ser protegido
Devem ser estabelecidas regras bem claras
quanto a imigração .
Exatamente precisamos de leis.Que imponham condições e definam a quantidade de imigrantes
que a nossa sociedade esta necessitando
O nosso estado quase não fiscaliza a entrada e a situação dos estrangeiros
Com a estabilidade economica e um crescente desenvolvimento social e cultural
Não podemos deixar acontecer uma invasão descontrolada
Isto se os povos asiaticos ,africanos e mesmos europeus
Resolverem imigrar em massa para o Brasil
Então estará estabelecido o caos
Não teremos condições de atender a esta gente
Pois não temos escolas,não temos hospitais ,
não temos policiamento ,não temos cadeias , não temos moradias , não temos transportes de massa
E principalmente não restarão vagas no mercado de trabalho para os jovens da região norte e nordeste,
que possuem baixo nivel de escolariedade.
Carlos Assis
freguesia do ó
são paulo sp
02758-010
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João Justiniano da Fonseca

http://www.poetasdelmundo.com/verInfo.asp?ID=1035

ORAÇÃO FILIAL

(publicado no livro Safiras e Outros Poemas, 1960)

Pai,

morreste?

Não!

Estás vivendo em nós

- em cada um de nós, filhos e netos:

Em nossa carne, que é a tua própria carne.

Em nossa vida, que é a tua vida.

Hás de viver feliz, sorrindo em nós,

em nós cantando as nossas canções de amor

e de saudade.

E chorarás também, quando chorarmos.

Sorrirás,

Cantarás,

chorarás

nos filhos dos nossos filhos

que serão teu sangue.

Por estes, levarás teu nome,

aos pósteros dos pósteros,

séculos e séculos.

Por eles viverás continuamente,

eternizando a espécie.

João Justiniano da Fonseca

http://www.poetasdelmundo.com/verInfo.asp?ID=1035


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Vai pai...

Abraça-me

Feito homem

Tua presença

Satisfaz-me

Não faz mal

Sentir

Teu carinho

Tua sensibilidade escondida,

Nunca dita,

Nem externada

Mais sei que tens.

Sei que preciso

De tua firmeza –

Com certeza –

Ela

Será

Minha

Afirmação.

Poty – 09/09/2009

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Pai
Palavra pequena,
mas tão intensa!

Roça meus ouvidos,
jamais pronunciada
por minha boca.

Desconheço braços fortes
enlaçados em mim
e uma branda voz
cheia de amor
pra me fazer ninar.

Nenhum corpo forte
e relaxado
ofereceu-me colo
para viajar em suas histórias.

Nem sei quem é o homem
que um dia sem pensar
fez germinar sua semente: Eu.

A menina que fui
inda agora
sonhou por afagos
e sorrisos
pra aquecer o viver.

Sem ti, ela cresceu!

Aqui dentro guardo
saudades de quem
um dia não sorriu pra mim,
e a sombra de alguém
que partiu sem me ver

Quantas lacunas
tu, Pai
deixou por preencher?

... e Eu , sem saber
o que tenho de teu.


Soninha Porto
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“AO MEU PAI“

Fitando teu retrato de moço que tenho na cômoda

tento imaginar o que estaria além da moldura

porque te conheci pouco, pois cedo partiste

e me deixaste menino, aumentando em mim

a saudade e a necessidade de tê-lo.

A falta que tenho de ti

não se compara a nada que conheço,

uma vez que tua ida, sem despedidas, causou-me um vácuo

e o abraço não dado no momento esperado e preciso

fez de mim um ser de braços abertos a esperar no vazio.

Não sei direito onde estás, mas percebo-te muitas vezes,

embora invisível, vejo tua luz clara e brilhante

que me envolve nos momentos de tristeza e solidão,

confortando-me, fortalecendo-me e inspirando-me a viver.

A morte separou-nos fisicamente mas não nos tirou o amor,

esse sentimento que nos une ainda, em planos diversos

e nos faz ser um só em dois, pai e filho num só corpo,

energia única e eterna a nos misturar num todo.

Meu pai querido, emoldurado e jovem no retrato da cômoda,

de olhar fixo e vigilante a proteger-me sempre,

deixa-me seguro e estimulado na luta pela vida,

porque recebi de ti o mundo, que ajudaste a construir.

Maurílio Tadeu de Campos

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RETRATO DO MEU PAI SILVIO FERNANDES DE ARAÚJO-OBRIGADA, PAI!

Homenagem acróstica Nº 2975

Por Sílvia Araújo Motta

R-Retratar meu PAI em poesia,

E-É fácil, é bom e até gostoso...

T-Ter Sílvio Fernandes de Araújo

R-Residindo em meu teto honroso,

A-Amando minha mãe Ana Araújo,

T-Tornou nossa família muito amada,

O-Ostentando paz e fé na caminhada.

-

D-Do Pai atencioso e carinhoso

O-O Contador famoso no Estado...

-

M-Musicólogo artista nas cordas...

E-Era artista plástico nas telas à óleo...

U-Um desenhista à nanquim,à mão livre,

-

P-Palavras ditas na hora certa,

A-Acompanham-me pela vida...

I-Insubstituível voz de alerta!

-

S-Sílvio deixou-me o exemplo

I-Indispensável de enfrentar

L-Lutas diárias, sem reclamar...

V-Várias orações do Templo

I-Indicou-me para saber perdoar.

O-O Pai-Amigo posso avaliar.

-

F-Filho de descendentes portugueses

E-Ensinou-me a tocar meu violão...

R-Referências dele trago tantas vezes

N-Na hora de tomar a melhor decisão...

A-Aconselhou-me a seguir sempre

N-Novos caminhos dos desafios,

D-Dirigir a persistência até acertar,

E-Esquecer das ingratidões humanas,

S-Se errar, saber sempre recomeçar...

-

D-Do meu Pai, sinto muitas saudades

E-E gostaria, hoje, de poder beijar

-

A-A sua linda face para lhe confessar

R-Realmente, mais de uma vez,

A-A importância dele em meu dia...

Ú-Um sol que tudo faz brilhar,

J-Já fiz 58 anos, e de sua alegria,

O-O tempo não me fará esquecer.

-

O-Obrigada, meu PAI, paizinho...

B-Bom demais é ter por perto

R-Referências do seu carinho,

I-Inesquecível, de peito aberto,

G-Garantido em nossa FAMÍLIA!

A-Agora, só tenho as lembranças

D-Da nossa felicidade e alegria:

A-Agradeço-lhe pelas ESPERANÇAS.

-

P-PAI, MEU CÉU, MAR, SOL NO LAR,

A-APRENDI NA TERRA A PERDOAR:

I-INESQUECÍVEL JEITO DE A-M-A-R.

-

Obrigada meu Pai

Sílvio Fernandes de Araújo!

Eu o amarei eternamente!

-

Belo Horizonte, Dia dos Pais,

Domingo, 9 de agosto de 2009.

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A certeza da vida

Nascer e morrer

Nascemos nus

Na bagagem somente

O invisível DNA

Passamos a vida correndo

Atrás de sonhos a realizar

Nos escondemos por entre perdas e fracassos

Ansiosos em busca de conquistas

Por vezes tropeçamos

Nos buracos negros da vida

Poucos oferecem a mão amiga a nos levantar

Mas quando subimos ao podium

Muitos aparecem para te admirar

Sem contar os invejosos

Que enceram o chão para te ver escorregar

Somente a mão do todo poderoso

Está sempre pronta a nos amparar.

Quando o pai nos chama

O trem da vida não espera

A bagagem pegar

Embarcamos como estamos

Sem lenço e sem documento

Adormecemos no embalo dos trilhos

Acordamos do outro lado da vida

Somente o pai a nos esperar

“Tu és meu filho,

Eu hoje te gerei

Pede-me e eu te darei as nações

Por herança.”

“ E os fins da terra

Por tua possessão” SL 2:7-8

Berenic

ooooooooooooo

Pior, Um Facundo

Cínicas não são as palavras
Com que penso seduzir razões,
Perdendo-me ainda entre senões,
Pronto, enfim, para bater aldravas.
Talvez menor se faça a chalaça e,
Arrogante, a mente logo se abalança,
Não fazendo caso de qualquer vingança,
Repelindo em troca a suja ameaça.
Tampouco rendo-me às firulas da fala,
Encontrados, embora, irmãos com temor,
Ansiosos deveras para evitar a dor.
No perdão concilio as irrisões,
Por querer o sentir mais profundo,
'Inda seja eu, pior, um facundo.
Daladier Carlos
11 agosto, 2009
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Mania de Poeta
Eis o dorso da palavra,
Superfície escalavrada,
Rugosa, áspera, rascante.
O som, não menos penetrante,
Aponta a pedra angular,
Risca o corpo até sangrar.
O poeta enfrenta a gramática,
Seja do que for, sem desculpas,
Na interpretação do raro verbo,
Igual a roupas vestindo a alma,
Agasalhando versos indispensáveis,
Emergindo a voz do silêncio vil.
Mania de poeta é somar os números,
Fazer a vez do contador de histórias e
Amassar o barro das doces memórias,
Como finas iguarias, sem dispensar o ato,
De costurar o fato e amaciar, sem detença,
Toda obra imaculada para provar inocência.
Repetem-se os refrões à exaustão,
Porque não se faz mais poema co'as mãos.
O teclado interpreta o tablado, a gosto,
De salvar a escrita das tantas minúcias,
Essas belas metáforas surgentes,
Da vez e do lugar onde está o poeta.
Daladier Carlos
12 agosto, 2009
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Gestos Comedidos
O corpo que vejo agora, na bela madurez,
Não é tanto mais o pretendido de então,
Quando os braços daqueles belos dias
Ensolaravam os meus e os teus quereres,
Partindo ao meio as desgovernanças do tato,
Afastando para longe todo cansaço.
A valsa amena e fluida está presente novamente,
Arguindo a mente com a leve chama do sorriso,
Propondo ainda que os sons e gestos comedidos
Agitem à forra de uma vez a cupidez sob os lençóis.
As ilusões são mágicas mensagens, passageiras
Imaginações, porque a tarde é, enfim, chegada.
Talvez o olhar se anime no caminho, na cumeeira
Dos anelos e sintomas divididos em possiblidades.
Apareça, livre e terno, para recompor a boa trama,
Na lúcida e alegre maratona dos afagos,
Aqueles gestos mínimos, quem sabe menos
Que um beijo ou uma carícia recolhida ao acaso.
Ah, solidão amiga que me governa a alma!
Sua justa e pretérita lembrança é um aviso
De que fui jovem, fui poeta, fui galante.
As flores do coração formam um delicado buquê,
Assim como algo parecido ou transformado em jóia
Ou mesmo em um suspiro carregado de esperança.
Daladier Carlos
17 agosto, 2009
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Bill Evans e 'Autumn Leaves'
No jazz, viajo as milhas que sonhei,
Com redobrado ânimo para ouvir e
Saborear, com estalos do cérebro,
A sonoridade límpida e apaixonante
Do melhor da alma de Bill Evans,
No percurso de 'autumn leaves'.
O ritmo alardeia a maestria do tempo,
Na batida compassada e temperada,
À moda dos virtuoses do piano.
Bill Evans é mais do que posso achar.
É peça enorme, grande fragmento da arte.
Um piano sem limites, quase um delírio.
Neste instante, tal como há quarenta anos,
A beleza se revela impostergável,
Por compreender sentimentos em duplicatas.
A arte jazzística é uma nobre experiência.
Tanto faz ao ouvinte ser um esteta ou,
Quem sabe, um vagabundo, mas amante.
Recebo os acordes derradeiros,
Antecipando para mim
O final do tema e de todos os devaneios,
Porque a existência abre, também,
As suas portas e recomenda seus átrios
Aos simples apreciadores de Bill e de jazz.
Daladier Carlos
30 agosto, 2009
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O Jardineiro
Enxerto a muda nova,
Na porção aproveitada,
Até a base do caule.
Logo a água é absorvida e
Reproduz, com força,
A natureza da planta esmaecida.
Retiro, lentamente, co'as mãos
Úmidas do húmus nutriente,
A lição modesta e atraente,
De jardinar, quem sabe para sempre,
A alma exangue da secura da mente,
Posto haver o coração rasgado folhas.
Quero, sem demora, observar sementes,
Conhecer-lhes os hábitos, íntimos caprichos,
Para descobrir como trabalham o solo e
Quantas vezes será necessário ao jardineiro
Aplicar a dose de mão certa, sem receio,
Na expectativa da tão desejada flor!.
Se fiz a obra em dia quente,
Enfrentando a atmosfera pesada,
Nem bem a manhã se despedira,
Recomendo-me a esperança
De esperar o frio e replantar os brotos.
Terei, então, renovado o jardim.
Daladier Carlos
03 setembro, 2009


rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
BEM

Aluizio Rezende

você quer ter

um diploma de dizimista

assinado por JC?

por ter doado o seu imóvel

e contraído empréstimos bancários

pra oferecer à Igreja do Reino dos Deuses?

então é só procurar os seus pastores,

que não são enganadores de orelhas,

mas condutores de ovelhas

para o... abismo!

são doações isentas de IR

e canalizadas pras firmas

de propriedade do BEM

para serem usadas pelo próprio,

seus parentes, asseclas e assessores

o dinheiro vai pra paraísos fiscais no exterior

e volta devidamente lavado e quarado

pra ser usado na compra de canais de TV

e note bem:

essas doações são concedidas

pelo governo, seus senadores, etc.,

a exemplo do que foi concedido

pelo Paulo Pato* ao Joseph Sarna,

o único civil que os generais permitiram

que sucedesse ao Trancado Treves

na Presidência da República

quando do seu falecimento

Rio, 11/08/2009

Aluízio Rezende, Cônsul de Barra da Tijuca, Rio de Janeiro

pppppppppppppppppppp

Noite perfumada

Atraída pelo aroma que chega de fora,

saio ao pátio e buscando de onde vem,

penetro a atmosfera perfumada

e aconchegante do jardim em flor.

Apuro o olfato tentando identificar

a planta fornecedora de tal essência;

e sob a cumplicidade da lua fria,

vislumbro os flocos nevados e miúdos

da pitangueira florida já com frutos.

Ando mais um pouquinho e embevecida

percebo sentado ao banco do jardim,

um homem maduro e vejo que é você...

Contemplando a noite perfumada.

Acaricio seus cabelos brancos

E envolvida pelo mesmo perfume

Que nos atraiu ao canto do jardim...

Aconchego-me em seus abraços.

Benedita Azevedo


tttttttttttttttttttt

Livros ao pé da árvore

e Obama de Nova Iguaçu

Carlos Lúcio Gontijo

Os que são guiados pelo dom divino da prática literária percebem, na maioria das vezes, a invisibilidade em que se acha envolvido o seu trabalho diante da carência de espaço para divulgação e da indiferença advinda da mais completa falta de hábito de leitura. E quando falamos em escassez de leitores não estamos debitando a triste realidade ao baixo índice educacional da população brasileira, pois uma imensa gama de professores, estudantes e graduados em curso superior não está nem aí para livros.

A produção literária é matéria desprovida de valor exatamente por não ser tomada como elemento prioritário na vida das pessoas cada vez mais movidas pelo imediatismo e atraídas pelo consumo imediato, capaz de fazer do supérfluo uma coisa essencial e alvo da atenção de todos. Então, na falta de hábito de leitura e gosto pelo embevecimento da alma proporcionado pela pureza inebriante da poesia, assistimos ao avanço da busca pela cocaína pura –para alegria do tráfico de drogas e propagadores da violência que nos assola.

Idealista e ao mesmo tempo amante da luta em prol da construção de uma sociedade menos injusta e mais fraterna, o advogado e escritor João Silva de Souza realiza, há um bom tempo, o trabalho solitário e bem-intencionado de colocar, estrategicamente, livros ao pé de árvores nas imediações da Praça da Liberdade.

Desejoso de encontrar e fazer contato com cidadãos civilizados e interessados na indispensável arte literária, ele escreve mensagem acompanhada de endereço em cada livro semeado ao lado das árvores que embelezam a famosa praça pública da capital dos mineiros. Contudo, o autor de tão inspirada iniciativa jamais recebeu sequer um telefonema ou um simples bilhete de agradecimento.

Felizmente, essa invisibilidade em que vive parte significativa dos que integram o malcuidado campo literário vem, aos poucos, sendo desfeita, ou melhor, diminuída com o advento da internet, que tem como relevância a instalação de um ambiente mais democrático e fora dos parâmetros impostos pelos tradicionais, glaciais e pretensamente eruditos cadernos de cultura editados pela grande mídia.

Outro dia, ao digitarmos nosso nome no Google, nos deparamos com uma prova de que estamos no limiar de novos tempos. Lá encontramos o seguinte tópico: “Vamos falar de poetas? – Yahoo! Respostas”, no qual o proponente escreveu altivo: “O que vocês acham dos poetas Lord Byron e Charles Baudelaire? E quais são os seus favoritos? Para nossa surpresa, uma resposta explícita saltou-nos aos olhos, remetendo-nos à importância do site que mantemos no ar com tanto empenho. “Não os conheço. Vou pesquisar. Mas veja alguns poetas portugueses: Carlos Lúcio Gontijo, Sérgio Porto, Carlos Morais Santos”. Assinado, Obama de Nova Iguaçu – com foto e tudo!

Carlos Lúcio Gontijo

www.carlosluciogontijo.jor.br

http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=3712

mmmmmmmmmmmmm

TUDO PASSA

Passa vento frio e lento,
passa chuva, fina e turva,
passa tudo, passa o tempo,
passa passa e passa uva.
Passa o sonho de momento,
passa a ilusão numa curva,
passa a pressa, o movimento,
passa o passe, passa a luva...
Passa passado presente,
passa passado passado,
passa passado doente,
passa passado lembrado.
Passa tudo ao passado,
passa tristeza e alegria,
passa tudo que sem cuidado
uma lembrança não merecia.
Djalma Santana - djalma-foca@hotmail.com
mmmmmmmmmmmmmm

Sarney e a Gafe Suína

Não sei se essa é uma sensação solitária ou se há mais pessoas dividindo a vergonha que estou sentindo, mais uma vez, em ser brasileiro. Das onze ações contra Sarney, sendo seis denúncias e cinco representações, nenhuma vingou, todas foram arquivadas pelo Conselho de Ética do Senado. Não é possível. De onze, nem umazinha procedeu pelo menos para não ficarmos tão “a ver navios”? É constrangedor. Ainda mais porque tivemos acesso, através de ampla divulgação na imprensa, a uma série de documentos que provam a quantidade escandalosa e impressionante de maracutaias e esculhambações envolvendo pelo menos três gerações de Sarneys e seus agregados. Tempos obscuros em um país cada vez mais escuso politicamente. Como um único estado conseguiu fazer sombra no Brasil inteiro? Que Justiça é essa, e quais são os critérios e os princípios que norteiam esse Conselho de Ética? Chamem isso de democracia – o governo da maioria – mas tenho que dizer que esse homem não me representa, assim como tenho a certeza de que também ele não representa os interesses da maioria dos brasileiros. Todo político eleito é um funcionário público, porém, não é isso o que atestamos. Trabalham em benefício próprio. Ora, se não servem para nós, porque devemos continuar servindo para eles, pagando seus salários? Em tempos de crise, devemos cortar gastos supérfluos. Deixar de pagar os impostos (salários) seria um bom começo para não só o Sarney como todos os outros corruptos começarem a entender que numa democracia de verdade quem manda é o povo. Punição exemplar aos espoliadores da Nação!
Bernardo Almeida
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Eu sou o vento
Aquele que vem sem ser chamado
E canta nas janelas quebradas
Dos sanatórios
Nunca estou próximo
Nem distante
Seco as roupas nos varais
Desfaço as nuvens
Arranco as velas dos barcos
Brico com aviões de papel
Levanto as pipas coloridas
E as saias das mocinhas
Lunáticas mãos
Faca na manteiga
Acredite em qualquer coisa
Espere por ninguém
Eu sou o vento
Com pouco não me contento
Venho e vou
Sem rota ou destino
Tantas viagens/tantos telhados
Tantas histórias/ tantos moinhos
Tantas ondas/ tantos cataventos
Tantas cartas/ tantos caminhos
Faço dançar o abraço das flores
E o beijo das fadas
Rasgo cicatrizes nas serras
Deixo sorrisos nos campos
Carrego segredos
Sopro bandeiras desfiadas
Derrubo as árvores
Descolo cartazes
Eu sou o vento
Aquele que nem bem chega
E já parte de repente
Feito um suspiro
Carlos Assis
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EMARANHAR

(Carvalho Branco)

Projetos... planejamentos...

Gira, gira, gira o mundo,

gira, gira, sem parar...

Girando ao sabor dos ventos,

vai-me a vida bem ao fundo...

do poço... do céu... do mar...

Passado o furacão,

é só buscar nos rescaldos

o que ainda se pode salvar...

Resta-me – aleluia!... – o coração,

sofrido, em meio aos saldos

das lembranças do sonhar...

Cá estou, recolhendo os cacos,

colando esses pedaços,

restaurando a minha vida,

pois sou mulher aguerrida,

que definha, sem se abater...

renasço das cinzas, volto a viver!

A cada renascimento,

nossas forças são testadas...

O ideal, nosso intento

salvou-se das enxurradas...

Dentro de nós arde a chama

e a voz, trêmula, ainda clama:

Só o Amor salva e constrói.

Amemo-nos, pois, primeiro

e, em seguida, a nosso irmão...

Não importa o quanto dói

a traição do que da lida é parceiro...

dá-lhe outra face, estende-lhe a mão...

Içando nossa bandeira

de Luz, Paz e Amor,

ultrapassamos barreira

da descrença e da dor...

Das entranhas da mãe Terra,

nasce a união, some a guerra...

É feita, enfim, a igualdade,

floresce a felicidade

nos homens de boa vontade...

Surge a nova humanidade!

Do fundo à borda do poço,do céu,do mar,

Povos, culturas, felizes, a se emaranhar..


mmmmmmmmmmmmmmmmm
Estou Morrendo...

Itana Goulart

Eu era bonito de se ver,
fotografar-me todos queriam
Fui elogiado, em versos cantado
todos ficavam maravilhados
de poder em minhas águas navegar...
Passando de cidade em cidade
Com minha grandiosidade
Várias coisas gerando
Energia, pescaria, levando felicidade
E, generosamente, a muitos alimentando ...

Hoje estou velho e doente,
aos poucos estou secando...
Nada fazem para me salvar
Por favor ouçam me grito,
Não aguento mais poluição!

Vejam minha foto hoje,
Não me reconhecerão.
Atendam o meu pedido
lutem por mim, eu insisto!

Sou o Velho Rio São Francisco!
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Quinto
5dias
é o termo de qualquer mal
qualquer dor
entre dois corações
é o tempo de germinar
a semente da saudade
que lança raízes estrondosas
agarrando-se ao redor
esmigalhando qualquer mágoa
a reflorescer em desejos
e vontades
e eu te pergunto
meu amor
de que vale tudo isso?
de que vale o quanto
pelo que me trocou
pelo que adia o viver?
que será este tanto
tão somente para prolongar
a passagem
o alongar o encontro
a linha fronteiriça
quando te buscar a inescusável escuridão!
dar a vida por muito ouro?
amado de meus dias
de quanto valerá
se nada vais
nada poderá carregar
nem uma moeda apenas
sequer a marca dela
mas larguemos disso...
e então fiquemos assim
deixe-me aqui por hora
por esta e todas que virão
vou fazer música
dançar ao vento
me enlamear de chuva
e aprontar muitas artes
de escrita
de pintura
e tudo mais que sobrevir
e tu só vais...
só vais ver o que perdeu
quando tiver em tuas mãos
o que me deixou para buscar
e ai...
ai, ah, amor
vai ser tarde demais
e vai ser tudo teu...
Luciano Wolff
kkkkkkkkkkkkk

ABELHA MISTERIOSA

Tufic Meokarem

No quarto andar

Ou noutro,

Sei lá,

Entrou uma abelha...

A moça

Assustou-se,

Imaginou coisas

Arrepiou...

A estranha abelha,

Alegre,

Sem assim o demonstrar,

Era um pensamento

Pensamento alegre,

Feliz,

Confirmação de um desejo

Sem assim o demonstrar

A abelha não picou,

Só olhou, voou,

Deixou o pólen

Fecundou a mente…

))))))))))))))

Glosando Laura de Almeida Sequeira

Gislaine Canales

RECORDAR?

MOTE:

Se recordar é viver

é meu viver sempre em vão,

pois com medo de sofrer

expulso a recordação.

Se recordar é viver

pode ser triste também,

pois eu me sinto morrer

ao não recordar ninguém!

E como uma estrada fria,

é meu viver sempre em vão,

todo o dia, é mais um dia

cheinho de solidão!

Sigo só, a percorrer

sem ninguém, o meu caminho,

pois com medo de sofrer

prefiro seguir sozinho!

A minha vida é sem cor,

sem graça, sem emoção,

pois por ter medo do amor,

expulso a recordação.

gislainecanales@gmail.com

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Sl 120

... sou pela paz!




A paz é tão mais

que ausência de guerra,

de balas perdidas,

assalto, seqüestro

e ataque homicida.

A paz é maior

que um mero conceito

gravado em cartazes,

cantado em frases

ou fotos no peito.

A paz, é respeito!

Por quê não dizer

bom dia, obrigado,

pedir por favor,

tratar gentilmente

o humilde e o doutor?

E ter compaixão

por cada vivente,

se bicho, se gente...

Ao pão e ao carinho,

todos têm direito.

E sem preconceito!

Qualquer seja a raça

ou terra de origem,

qualquer seja a crença...

A paz vai além

de vãs desavenças.

E alcança a grandeza

que irmana, congrega,

comparte, abençoa,

não fere ou magoa,

nem busca proveito.

Amar, é o preceito!

É lei que constrói,

em cada detalhe,

com coisas singelas,

presente e futuro

serenos, seguros.

E não suja a vida,

recicla, preserva,

protege a existência

das obras de Deus.

O amor tem sapiência.

O amor é o princípio;

a paz... Consequência.


- Patricia Neme - "O Livro da Intimidade"

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Brasileiro não sabe cantar o Hino Nacional

Arahilda Gomes Alves

Nos meus vinte e cinco anos de “escrevinhadora” nos jornais da cidade, reiteradas vezes assinei artigos destacando vícios de linguagem e de entonação do nosso hino pátrio, um dentre os quatro símbolos da pátria, lembrando que os demais são o selo, as armas da república e a bandeira. Quando professora de Canto Coral, tanto no Conservatório quanto nas Escolas do primeiro grau, onde comecei, as motivações em torno do Hino levavam a sua execução consciente. Além de levar a classe a consultar sinônimos do texto, fazer gráficos despertando para a sua correta execução musical, observar-se a temática através do ditado rítmico, colocar as frases na ordem direta para a perfeita compreensão, coisas que para o leigo pouco traduzem, (e para isso, deveria aprender nos bancos escolares) atingia-se o objetivo de bem interpretá-lo. Lembro-me, que, tanto nas escolas e fora dela, entusiasmava-me dar esclarecimentos sobre nosso Hino Nacional tendo feito explanações didáticas desde uma formatura no Sesi, no Rotary Clube Leste e na A L T M. Lá no Sesi, alunos me confessaram que “agora, “passei a gostar” de cantar o Hino”. Não me isentava também, de contar sobre a origem e falar sobre os compositores.Da sensibilidade de Duque Estrada com a prosódia viciada de cacófatos, em música nascida em plena monarquia.Mas o decreto trouxe exigências, que discordo, a começar pela tonalidade para o canto.Ora se o aluno que o aprende,o do antigo ensino médio- vivenciando a adolescência e consequentemente, a muda vocal,a tonalidade exigida os fará cantar “esgoelado”abusando das pregas vocais. Já a outra tonalidade só para a execução orquestral - a que não se canta, traz ambiguidade aos que querem cantar, porque ali está nosso símbolo maior. Esta semana,fomos ensaiar o Hino da França com ao Banda do 4 BP e abordávamos assunto a que brasileiro não sabe cantar o seu Hino Nacional.Nos campos de futebol,é uma lástima!Prova do que dizemos,mostrou a mídia,quando nossa quase uberabense Vanusa trocou “alhos por bugalhos” e nem lendo a letra,encaixou a música corretamente.Bem sabemos que a emoção provoca comoção,ás vezes, e o resultado culminou em desordem mental e crítica ferrenha.Mas, se a crítica está mais para o positivo,pensemos também,no puxão de orelhas do que ocorreu lá no paço municipal, quando do evento da Câmara homenageando a França.Embora reiteradas vezes salientado,o cerimonial anunciou a execução do hino francês antes do Hino Nacional,que deveria ser o que abriria a solenidade. Ora,quem homenageia chega primeiro...Lá estivemos como ex alunas do Colégio N S das Dores cantando a Marseillaise e depois...(depois!?) o nosso hino. Vejam, que nas horas cívicas onde destacamos as datas importantes para citar aqui, a Independência, a Proclamação da República, o dia da Bandeira, a execução desses hinos é cantada no encerramento das solenidades abrindo-se, é óbvio, com o Hino Nacional! Bater palmas, discordo, porque há quem diga, que se aplaude a execução! Não seria melhor aprender a cantar corretamente para mostrar nosso civismo e consequentemente o lado patriótico tão desencantado?Quanto ao obsoleto decreto...

***** A Gomes Alves

(Cônsul Uberaba-MG. Poetas del Mundo ID:1211)

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O POETA E O GÊNIO

14-03-09

Vem-me de duas queridas amigas a lembrança – Célia Lamounier e Deslanieve Despet – hoje é o dia do escritor, hoje é o dia do poeta. Dia nacional! Abro os braços, estendo-os aos céus na sua distância infinita: Senhor, eu sou poeta! Na luz mental que me passaste e se fez responsável pelo que sou, há uma força, não de ver, mas de entender. O invisível eu não o alcanço, sinto que está em mim e me comanda a ação, impulsiona à frente, entranha em uma roda gigante que vai por si, por si se move deixando rastros, marcas na passagem.

Minha poesia, senhor, será menos minha, pessoalmente, do que eu próprio imagino. Vem de ti, está nessa luz que me passaste ao acordar para a vida. Talvez no ventre de minha mãe, no momento da concepção. Eu sou poeta, Senhor, poeta nasci. Mestre, o livro é como o interlúdio na composição musical, uma impulsão, um acordar do inconsciente. Como diria que se entenda sem dúvida, sem que se pense que deliro? A poesia é divina, vem de ti, por ti colada às entranhas do poeta, à sua alma. Uns mais, outros menos. Castro Alves gritava à vista da morte: “eu sinto em mim, o borbulhar de um gênio”. E era um gênio maior. Maior que nós outros, milhões de vezes. Mas, Senhor, em cada um de nós, poetas, puseste um átimo, um instante, um mil milésimo de tua divindade. O poeta é um predestinado, um gênio que vem de ti.

Um exemplo do que sente o poeta em seu momento, tomo destes dois instantes da coroa “Leveza do Soneto”. Longe de dizer o gênio de Castro Alves em nós, somos, todos um pouco divinos:

VIII - A FANTASIA

Sol de esperança e augúrio, o tudo e o nada,

que se completam dando vida ao sonho,

quando escrevo me vêm de Deus, suponho,

na fantasia em chamas abrasada.

Corusca a fantasia, eu a disponho,

como desejo e entendo trabalhada.

À garupa dos deuses vem montada,

desce da Estrela D'Alva, luz e hormônio.

No cume do Himalaia, novo Atlas,

sustento no ombro os céus, cantos e oblatas,

à Eternidade e às Musas, de mansinho.

Humanizado, estiro-me na areia,

e um soneto de amor canto à Sereia,

que vem na morna embriaguez do vinho.

IX - DON QUIXOTE

Que vem na morna embriaguez do vinho,

na fria involução de antigas eras,

eu sei que vem - retorna das moneras

meu pobre Sancho Pança do moinho.

Sou o Don Quixote, esgrimo a espada e alinho

a tempestade e os ventos, mato as feras,

corto a cabeça tríplice às Quimeras,

Bellorefonte - o mar em torvelinho.

O sonho tudo pode, e agora mesmo,

ando no espaço caminhando a esmo,

ou navego a loucura que me assume.

Remarco a fantasia e armo a cilada

para o soneto... A mente conturbada,

Ponho-lhe o alvor do lírio e o seu perfume.


ooooooooooooooooooooooooo

Epitáfio
Delasnieve Daspet
Já escrevi meu desfecho.
Quero que figure assim - no meu epitáfio:
Morri... não chore!...
que não lamente o salgueiro triste,
continue cantando sabiá-laranjeira do quintal,
voe alegre arara-azul.
Que vergue no vento paineira da praça,
filhos voem na vida o seu caminhar,
parceiro não lamente, vou contente.
Pois se eu morresse hoje, agora,
a data da minha partida já estava prevista no livro da vida,
e, a luz do amor romperia o véu da tristeza.
Alguém beijaria minha fronte fria
e me lembraria com carinho e gratidão?
Iriam comigo - na lembrança fugaz da vida -
os livres campos de minha terra?
Os passos azuis, dos pássaros nos espaços,
ficariam comigo na tumba fria?
E as razões e sem razões me acompanhariam na escuridão?
Digam ao me recordar
que busquei o amor até o último refúgio...
Pensando bem, - pouco importa o que disserem -
pos já estaria voando a caminho do grão-de-areia...
** Campo Grande-MS
16-10-05
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