segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cesar Moura

Nobel e a Humanidade


...Dualidade na cumplicidade
Por falta de vontade
No plano covarde da maldade verso o amor.
A nossa humanidade que se incendeia
Despreza a vida alheia,
Pensa e ainda faz besteira
E só por brincadeira semeia a dor.
Mas não é capaz de entender
Que uma lágrima vertida nunca é perdida
Sem antes provocar o rancor.
São tantas as raças divididas
E mal compreendidas em seu complexo... Doutor.
A humanidade vive no auge da desigualdade
Na realidade é um “Reality Show”,
Ora tudo é real...
E quem chora pelo ser eliminado
Vive indignado pela falta de amor.
Mas, em verdade todos merecemos
O ignóbil “Prêmio Nobel pela Paz”
Por todas as bombas explodidas,
As muitas balas perdidas
E por este monte de crenças e religiões,
Aquelas regiões sempre esquecidas
Das crianças que mínguam desnutridas
Em um mundo de horror.
Este é o louvor pela nossa humanidade
Que curvada à luz da lua
É pobre nua e crua, quando falta lhe o amor.


Cesar Moura


Um comentário:

  1. O mundo não precisa de heróis que tenham super poderes, mas de pessoas que com simplicidade tornam-se heróis de verdade.
    Rege o amor com todo o poder, nas palavras que nos fazem saber;
    Só o amor é o poder.

    Delasnieve, estes versos são para você.

    Cesar Moura

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