quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Mírian Warttusch










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O PRIMEIRO POETA
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Quero falar do primeiro Sonhador…
Do romântico Poeta, que antes de todos fez seu verso;
Não somente sonhou, como tornou real Seu grande sonho,
Criando, infindável, o Universo!
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E em meio as trevas sombrias, que antes imperavam,
Tudo eclodiu, fantástico, esplendente!
E na explosão estrondosa, do imensurável “Big Bang”,
Galáxias bailaram em caracóis fulgentes!
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Planetas e astros formaram as constelações
E demarcaram o céu em grupos majestosos!
Mas… Menina dos olhos de Deus, girou tão graciosa
A Terra Azul, com seus tesouros fabulosos!
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Estava iluminado o grande abismo…O primeiro dia nasceu…
Nasceu o Sol… nasceu também a Estrela Matutina…
Florestas se fizeram verdes… Na encosta dos montes,
Jorraram veios de água cristalina;
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Fontes de vida perene, termas, gêiseres, enfim,
Cascatas, rios e mares correram e se condensaram.
-Riqueza hídrica, um bem tão farto e precioso-
E nessas águas, doces ou salgadas, mil seres habitaram.
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Por entre os arco-íris, abriram-se miríades de flores,
Saborosos frutos despontaram com fartura;
Rica, a biodiversidade emanou em cores,
Dando também som e forma a cada planta, a cada criatura.
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O primeiro pássaro cantou… Um outro acompanhou…
E ouviram-se as vozes de tantos outros pequenos animais;
Serenata de cigarras… rugir de grandes feras
Tudo formou-se com encanto… Deus sonhou demais!
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Remanescentes do etéreo, ambiências diversas se criaram
para a sincronia perfeita e sucessiva das Quatro Estações;
E assim, composta em versos sonoros, plenos de magia,
A sinfonia do amor estava escrita em notas e sermões.
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Faltava, entanto, alguém, no Paraíso Azul deste Planeta,
Terra aprazível e tão linda, qual fora uma miragem!
E a Face de Deus, como a conheceríamos, não fosse
Através da criação do homem, Sua própria imagem?
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Num sopro de vida, lhe deu poder, inteligência e força!
Inexplicável e perfeita, Sua Obra de mistérios insondáveis…
Tudo foi criado… E todos os seres se proliferaram…
Mas, tratando-se de homens, nem todos foram gratos ou amáveis;

E a Terra Azul hoje se sente frágil, chora…
A natureza toda, enfraquecida, clama por vingança!
O homem se tornou cruel, ambicioso e vil,
E a Terra sente falta do seu filho quando era ainda uma criança.
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Não entende porque agora o homem,
A quem tudo foi tão grandemente, de mãos abertas concedido,
Agride o próprio meio em que vive! Não sabe, louco,
Que por ferir a natureza, um dia tombará também, ferido?
 .
A natureza se exaure! Não consegue repor as suas perdas,
O que lhe foi tirado em meio a esse conflito.
Tenhamos consciência de parar enquanto é tempo,
Pois preservar a vida, traz a paz… e o mundo fica mais bonito!
 .
Mírian Warttusch

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